Blog do Tarcísio

12/04/2007

UMA MÃOZINHA DA JUSTIÇA PARA A NATUREZA 

 

 

Duas notícias me chamaram a atenção nessa última semana. A primeira comemorei como um gol da seleção brasileira em jogo de Copa do Mundo. Em decisão apertada, a Suprema Corte dos Estados Unidos da América obrigou o governo a controlar a emissão de dióxido de carbono (CO2).

A ação fora proposta por 12 estados norte-americanos e por 13 grupos de defesa do meio-ambiente em desfavor da Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA – Sigla em Inglês de Environmental Protection Agency).

Os autores pugnavam pela obrigatoriedade do governo americano em restringir a emissão de gases poluentes, que como o CO2, colaboram para o aquecimento global. Ora, já é mais do que público, notório e provado que a grande quantidade de dióxido de carbono é uma das principais causas do aquecimento global.

Em contrapartida, a EPA alegava a impossibilidade de restringir a emissão de CO2, visto que esse gás não é considerado poluente. (Quanta cara de pau!!!)

Mesmo com esse argumento esdrúxulo, a EPA ainda conseguiu quatro votos a seu favor. Obviamente, existiu um enorme lobby de montadoras de automóveis e dos Estados onde essa indústria é forte. Entretanto, os cinco votos em favor dos autores foram suficientes para a procedência da ação.

A outra notícia foi recebida com apreensão. O relatório “Salvando as Maravilhas Naturais do Mundo de Mudanças Climáticas” da ong WWF (Sigla em inglês para World Wide Fund For Nature ou formalmente World Wildlife Fund), que em português significa Fundo Mundial para a Natureza afirmou que se a Floresta Amazônica se tornar um ambiente mais quente, cerca de 30% a 60% de sua área poderá se tornar uma espécie de savana seca.

Além da Floresta Amazônica, conseqüências para outras nove maravilhas naturais foram inclusas no relatório. Por exemplo o Rio Yangtsé, na China; a Grande Barreira de Corais da Austrália, bem como a Floresta Valdívia dos nossos vizinhos Argentina e Chile.

Assim, vale ressaltar como essas notícias estão intimamente relacionadas. O aquecimento global, como o próprio nome já diz, está ocorrendo em todo o Planeta Terra. A não restrição da emissão de CO2 por parte do governo norte americano implica conseqüências graves para todo o globo terrestre. Por isso, como ainda há muita coisa a ser feita, a decisão da Suprema Corte foi comemorada apenas como um gol da seleção brasileira em jogo de copa do mundo e não como um gol, aos 48 minutos do segundo tempo, que daria o título de campeão mundial à Seleção canarinho.

 


Escrito por Tarcísio às 17h43
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18/08/2006

A SÍNDROME DE ESTOCOLMO E AS ELEIÇÕES NO MARANHÃO

 

Ou essa pesquisa do IBOPE divulgada no último dia 12 está muito errada, ou a população maranhense está sofrendo da pouco conhecida Síndrome de Estocolmo. Eu explico:

A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística – IBOPE Opinião, constatou que Roseana Sarney teria 70% dos votos válidos, Jackson 21% e os demais candidatos não pontuaram ou tiveram apenas 1%, conforme matéria retirada do de seu sítio oficial: http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&db=caldb&comp=pesquisa_leitura&docid=7A1DB4B46FF22BCB832571CB0048338A .

Não é possível acreditar que depois de tantos anos de opressão, miséria e subdesenvolvimento uma parcela tão grande da população maranhense ainda se identifique com a atual senadora e candidata a chefe do poder Executivo de estado do Maranhão. Só existe uma única possibilidade desses números estarem corretos. A Síndrome de Estocolmo está disseminada na ilha de São Luís, pior, no Estado do Maranhão. Segundo a enciclopédia da internet, a Wikipédia, a síndrome de Estocolmo é um estado psicológico no qual as vítimas de um seqüestro, ou pessoas detidas contra sua vontade – prisioneiros – desenvolvem um relacionamento com seu(s) captor(es). Essa solidariedade pode algumas vezes se tornar uma verdadeira cumplicidade, com os presos chegando a ajudar os captores a alcançar seus objetivos ou fugir da polícia.

Interessante como essa sindrome se encaixa à situação maranhense. Depois de décadas de aprisionamento, subdensenvolvimento, sofrimento, a população maranhense se torna cúmplice de uma senadora que tantos malefícios nos trouxe.

Entretanto, conforme já imaginávamos, essa pesquisa, como tantas outras, está viciada. Engraçado que a pesquisa foi solicitada pelo sistema de comunicação que a canditada posta em primeiro lugar, figura como uma das donas. Mas já foi encontrado alguns motivos que levaram o IBOPE a chegar a esse resultado. Foram entrevistados apenas 812 pessoas, sendo que 42% declararam ter o Ensino Médio ou Superior completo. Veja que essa porcentagem não retrata verdadeiramente a realidade da população maranhense. Assim, foi feita uma representação judicial contra o IBOPE pela coligação do candidato Vidigal. Esperamos que ela seja procedente e a candidata Roseana passe a fazer política de forma correta e honesta.


Escrito por Tarcísio às 22h29
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15/08/2006

O MAL VENCE O BEM

 

Finalmente a guerra entre Líbano e Israel acabou, ou melhor, houve um cessar fogo, o problema é que não sabemos até quando.

A parte engraçada ficou por conta dos líderes, que deveriam fazer parte do Circo do Marcos Frota - estréia nessa sexta-feira, 18.08.2006, em São Luís – e não liderarem uma nação, pois estão mais para palhaços que para Chefes de Estado.

Em meio a essa tragicomédia, ambas as partes afirmam que saíram vitoriosas deste conflito.

O líder do Hizbolla, Hassan Nasrallah, afirmou que pela resistência de seu povo, tiveram uma vitória histórica nesse conflito. Que piada!!!! Mesmo com as cidades destruídas inabitáveis, uma grande parte da população fugindo, a economia inexistente e ainda vem um barbudo se dizer vitorioso?

Pelo lado de Israel, o Primeiro Ministro, Ehud Olmert, também afirmou ser o vitorioso. Destruiu várias cidades, gastou milhões em armamento, munições, manutenção dos soldados nas linhas de batalha, fomentou ainda mais o ódio mulçumano e não conseguiu qualquer resultado significativo. Se não bastasse tudo isso, ainda está ameaçado de perder o seu posto.

O pior é que nada disso importa, pois nas questões concernentes às nações e organismos internacionais a voz que se sobressai é a dos Estados Unidos da América. De lá, o seu presidente George W. – Pronuncia-se quase como “diabo” e qualquer semelhança é mera coincidência -  Bush declarou que a parte vitoriosa nesse conflito foi Israel.

Entretanto, ouso em teimar que o mal venceu o bem, já que não se conseguiu qualquer satisfação entre as partes, a não ser uma paz armada que poderá ser implodida a qualquer momento. E por último, o grande representante de alguma vitória é o “Diabo” Bush, pois a sua política anti-terrorismo ficou em evidência, o que proporcionou o aumento de sua popularidade.


Escrito por Tarcísio às 20h28
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03/02/2006

OPERAÇÃO CALA A BOCA

No mês de janeiro tivemos a oportunidade de ver o Congresso Nacional atuando de duas formas distintas. Na primeira quinzena, todos os parlamentares viajando no período correspondente a convocação extraordinária. Verba adicional e mesmo assim o Congresso estava entregue as moscas. Na segunda quinzena, após forte pressão da imprensa e grande descontentamento dos eleitores em pleno ano de eleições, os congressistas voltaram a ocupar a bancada e trabalharam tão arduamente que impressionou a todos.

O mais interessante disso tudo é que todo esse trabalho árduo foi para votar duas medidas que diminuem os seus próprios privilégios. A Câmara aprovou um decreto legislativo para acabar com a remuneração adicional de convocações extraordinárias (resta saber se mesmo sem verbas as convocações extraordinárias serão aprovadas) e uma emenda constitucional para a diminuição do recesso parlamentar de noventa para cinqüenta e cinco dias. O problema é que esta segunda proposta ainda depende de outra votação na Câmara e de aprovação no Senado. É bem provável que a Câmara vote a favor novamente, mas no Senado a coisa complica. O ex-presidente do Senado, José Sarney, já declarou em seu próprio jornal que é extremamente contra a redução das férias, pois o político não para de trabalhar, visto que ele precisa manter contato com os seus eleitores e identificar as necessidades de seu território eleitoral. O mais engraçado é ver o seu filho em contato com os eleitores de Salvador, tomando nota das necessidades do povo e da capital baiana, quando deveria estar na capital federal, trabalhando.

Não discutimos a importância dessas medidas, mas vemos com alguma ressalva esse empenho todo em mudar esse cenário. Todo esse afinco reflete uma necessidade de melhorar a imagem do Congresso, após escândalos como o “mensalão” e a falta de parlamentares nos primeiros dias de janeiro quando deveriam estar trabalhando regularmente.

Entretanto, mesmo retirando alguns privilégios dos parlamentares, eles continuam muito bem subsidiados e não devem reclamar aumentos tão cedo. Ao invés de receberem dezessete, dezoito salários por ano, passam a receber no mínimo uns quinze. Eles continuam com os dois salários adicionais, um no início e outro no final do ano, a título de ajuda de custo, têm uma verba mensal de 15.000 reais para despesas com hotéis, viagens e gasolina. Possuem ainda verba mensal de gabinete de até 50.000 reais para o pagamento de funcionários não concursados. Além disso têm direito a passagens para as bases eleitorais e outras regalias mais.

Portanto, esses privilégios que foram cortados, não deixam de ser uma economia para os cofres públicos, contudo, ainda vemos uma disparidade muito grande entre a remuneração dos representantes do povo e a remuneração do próprio povo, fazendo com que todas essas regalias sejam condenadas pela população.


Escrito por Tarcísio às 02h12
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26/01/2006

FALSAS ESTRELAS

Denominando-se como um dos últimos economistas de característica liberal do Brasil, Paulo Guedes concedeu a revista Veja uma excelente entrevista na qual me remeteu aos tempos de colégio, mais precisamente o Ensino Médio. Quando perguntado por que as reformas não andam em nosso país, ele disse: “Quem estudou um pouquinho de física sabe que as estrelas que a gente vê à noite não existem mais. São luzes emitidas há bilhões de anos. Mas quando se olha o firmamento brasileiro vê-se a luz de um professor auto-exilado porque lutou meritoriamente contra o regime político. E a de um sindicalista corajoso, brasileirinho, que enfrentou os cães na porta da fábrica.”

É interessante como algumas pessoas conseguem explicar política de um jeito tão fácil. Nesse momento esqueci dos bancos escolares e continuei mirando o firmamento brasileiro. Vi uma estrela brilhando intensamente. A estrela de JK, a mais nova superprodução da Rede Globo de Televisão. O político Juscelino Kubitschek já falecera à alguns anos, entretanto a TV está tentando fazer com que seu brilho permaneça e dessa forma nos induzir a esperar um novo político salvador que possa fazer acontecer o milagre do desenvolvimento. O problema é que ele não foi esse político tão bom como as pessoas acham que ele foi. Ele, na verdade, deixou como herança a inflação descontrolada, a irresponsabilidade fiscal, o endividamento excessivo, a megalomania das obras eleitoreiras, a subvenção industrial e o intervencionismo do Estado.

Logicamente ele também fizera boas coisas como o aumento recorde do salário mínimo e a urbanização ocasionada pela construção de sua “menina dos olhos”, onde está situada a atual capital federal, a cidade de Brasília.

Contudo, passei a mirar apenas o firmamento maranhense e pensar nas estrelas que já não existem mais e mesmo assim continuam brilhando.

Um senador que é eleito pelo Amapá e que aterroriza e continua mandando no cenário maranhense. Uma senadora que foi eleita para defender os interesses do estado, mas faz tudo, forma até alianças com a finalidade de não permitir o repasse de verbas, por motivo de desentendimento com o atual governador. Só lembrando, ela será candidata ao governo no próximo pleito. E por falar em governo, lembram dos candidatos que estavam disputando o cargo de governador nas eleições do ano de 2001? Exatamente os que agora formam uma aliança para se perpetuarem no governo.

A gente não sabe para qual lado ir, se é melhor correr ou ficar parado, inerte. Pensar nessa politicagem está cada vez mais complicado. O melhor seria voltar para as minhas aulinhas do colégio e ficar aprendendo sobre as estrelas, depois chegar em casa e ficar contemplando o brilho delas.


Escrito por Tarcísio às 01h20
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11/01/2006

POLÍTICA ELEITOREIRA

 

Nesta última segunda-feira, dia 09 de janeiro de 2006, o Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e também provável candidato a governador do Amazonas, convocou a imprensa, deixou o conforto do seu gabinete, o frio de seu ar-condicionado e saiu rumo as BRs que dão acesso à Brasília, ficando  debaixo de um sol fortíssimo de verão, pegando poeira e sujando seu belo sapato de pinche. Todo esse esforço para dar início a operação “tapa-buracos”, ou seja, obras por todo o Brasil com a finalidade de retocar algumas rodovias que se encontram em estado intrafegável, mas que não têm o caráter eleitoreiro.

Ano de eleições, teremos a oportunidade de observar muitas obras com o intuito de mostrar serviço para angariar votos. O que dizer da vontade exagerada da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha, em consertar uma rodovia federal? Por conta do acaso, Garotinho, que é seu esposo, é um dos prováveis candidatos à presidência da República nesse pleito de 2006.

Entretanto, o pior é saber que essas políticas eleitoreiras não se limitam apenas à disputa federal. Não pode ser por acaso que a ponte do Estreito dos Mosquitos será finalizada no mês de março, mês que marca o acirramento das disputas políticas e isso será, com toda a certeza, utilizada como propaganda política, quando na verdade essa obra já era para ter sido finalizada há vários meses.

 É nessa hora que temos de tomar cuidado e analisar todos os anos quatro anos que nossos políticos passaram governando e não apenas o último que seria uma tentativa de “maquear” o que não foi feito nos demais anos.


Escrito por Tarcísio às 22h10
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12/12/2005

MAIS SEGURANÇA?

 

Estava voltando do reggae no último sábado, passando pela Avenida dos Holandeses quando percebi dois carros na outra pista. Um do lado do outro. Farol alto e pisca-alerta ligados. Ia começar um “pega”. Diminuí a velocidade e passei a observar. Os dois carros muito rebaixados, “no osso”, ambos turbinados. Um peugeot 206 vermelho, todo fechado no fumê e um Audi A4 preto, teto solar, detalhes prateados e também todo fechado no fumê. O pisca-alerta ligado indicava que estavam dispostos a fazer o “racha”. Aceleravam o carro com muita força, a cada “vruum” a adrenalina subia. Qual dos dois era o melhor carro, com maior potência? Qual dos motoristas, doravante pilotos, era o melhor? Qual o mais perito e que conseguiria tirar melhor proveito de suas máquinas?

Não entendi o que eles utilizaram para dar o sinal de partida, mas os pneus começaram a “cantar”, o barulho se juntou ao dos motores, era ensurdecedor e ao mesmo tempo excitante. A fumaça começara a subir e atrás dos carros não se via nada. Simultaneamente os dois carros dispararam.

Após dez segundos não conseguia mais vê-los, muito menos ouvir qualquer barulho deles. O único resquício que havia era a marca dos pneus no asfalto.

Dessa vez não houve mulher, criança, muito menos qualquer dos motoristas mortos. Não houve acidente. Saíra tudo dentro do esperado. Coloquei a primeira marcha e continuei minha volta para casa.

No domingo encontrei um amigo que adora apostar “pega” e perguntei para ele onde seria o novo lugar das corridas, já que a prefeitura abrira licitação na última semana para colocar pardais nas avenidas de maior velocidade da cidade. Esse amigo respondera que nada vai mudar porque essas multas não chegarão, sequer, em suas casas. E se chegarem, eles não pagarão, até porque os carros são todos irregulares e uma irregularidade a mais ou a menos não fará diferença alguma.

Isso ficou martelando na minha cabeça por todo o dia e hoje perguntei para um taxista se ele costumava obedecer o limite de velocidade que é de 60 km nessas avenidas. Ele respondera que não e ainda disse que a instalação desses pardais só servirá para atrasar as pessoas e engarrafar mais ainda as avenidas de São Luís.

Na televisão vi um argumento dizendo que esses pardais só servirão para encher os cofres da prefeitura, visto que a quantidade de multas será muito grande.

Depois de tanta informação e de presenciar tal fato fiquei pensando sobre a eficácia desses pardais, no sentido de acabar ou pelo menos diminuir os acidentes, principalmente os provocados por adolescentes ou mesmo adultos que utilizam vias públicas como autódromos.

A conclusão que cheguei, mais uma vez, foi a de que é mais fácil punir todos ao invés de fazer uma fiscalização mais rigorosa, ou seja, é mais fácil colocar os pardais para punir todos os que ultrapassarem o limite de velocidade, no lugar de colocar um maior número de policiais para fiscalizar e punir os que estão realmente desafiando a lei.

Entretanto, em outra mão, vemos que essa conclusão abre espaço para uma discussão que não deveria sequer existir. A discussão que me permite perguntar de que adiantaria colocar policiais nas ruas, se, muitos deles, muitos mesmo, são corruptos e recebem propinas dos transgressores ao invés de puni-los prendendo-os em flagrante.


Escrito por Tarcísio às 22h17
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29/11/2005

Prezados leitores, peço desculpa a todos que ficaram esperando a atualização desse pequeno espaço de expressarmos nossas singelas opiniões. Acontece que estive desestimulado em virtude de uma série de fatores, mas hoje estou voltando e com esse texto "meia boca" espero melhorar a cada texto que publicarei e abrir um leque de discussões a respeito dos mais variados temas aqui levantados. Obrigado pela força que alguns tem me dado e fiquem a vontade para deixar uma mensagem. Um forte abraço a todos.

Esse texto foi feito por ocasião da leitura de um belíssimo livro, Olga, de Fernando Morais. Excelente livro.

 

CONTINUEMOS A LUTA DE OLGA

 

Um livro não pode ser considerado interessante apenas quando ele prende a sua atenção no momento em que estamos lendo. Um livro passa a ser interessantíssimo quando isso acontece e quando a sua leitura provoca inúmeras reflexões a respeito do tema que ele trata e ainda das situações por quais passamos no decorrer de nossa vida.

A leitura de Olga foi inspiradora. Pude refletir a respeito de bastantes coisas vistas ultimamente (a conjuntura político-social brasileira atual) e tantas coisas vistas a mais tempo, na verdade, não foram vistas por mim, mas apenas estudadas, como por exemplo o período ditatorial pelo qual passaram os brasileiros sexagenários e septuagenários.

Durante esse magnífico livro de Fernando Morais tentei visualizar a situação em que viviam as pessoas naquele período (anos 30 e 40), tendo como protagonista uma judia-comunista que acreditava em seus ideais de tal forma que era capaz de morrer por eles.

Além de Olga, podemos conhecer a situação de muitos outros comunistas – brasileiros e estrangeiros – que acreditavam ser o comunismo o melhor para o Brasil. Lutavam contra a ditadura varguista, tentando acabar com a política nazi-facista adotada pelo ex-presidente brasileiro.

Para essas pessoas, lutar pela instituição do comunismo no Brasil e no mundo era lutar apenas por um mundo melhor. De mais igualdades, de mais oportunidades. Um mundo que eles acreditavam ser ideal para todos.

Essa luta da nossa heroína Olga Benário e o nosso “cavaleiro da esperança” (assim era chamado Júlio Prestes) faz parte de um contexto fascinante.

Muitas pessoas pensam que essa luta acabou, mas não é verdade. Todos eles lutavam por um Brasil e um mundo melhor, por mais liberdade, pela garantia de seus direitos, e vejam que coincidência: é a mesma luta atual, travada diariamente por todos nós.

Entretanto, pedirei licença ao ilustre professor Ivo Dantas, da Universidade Federal do Pernambuco para lembrar aqui a idéia que ele nos passou no último Congresso Brasileiro de Direito Constitucional, realizado em São Luís – MA, no final de agosto de 2005.

Esse professor afirmara que a luta atual é mais difícil que a da época ditatorial, tanto varguista quanto militar. Hoje em dia o inimigo está camuflado, sempre se fazendo de amigo e de bom-moço, mas também sempre nos atacando, tentando nos deixar alienado e despolitizado. Por isso, primeiramente é essencial que nos politizemos e nos eduquemos para sabermos quem são esses “lobos em pele de cordeiro” e fazermos da luta de Olga, Prestes e os outros a nossa luta também. Não significa que lutaremos pela instauração do socialismo nesse país, mas lutaremos apenas para vivermos em um país melhor, com menos desigualdade, com menos injustiça e com mais felicidade para todos.

 

 

 

 Tarcísio

28/11/2005 

 

 

 


Escrito por Tarcísio às 01h08
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15/09/2005

Cuspa os Políticos

A corrupção não pode ficar impune. A covardia também não. Um político corrupto não pode continuar no cargo, mas só a cassação não é suficiente. O corrupto deve responder também perante a Justiça Penal por todos os crimes cometidos.

O mais interessante seria a não eleição dos políticos que se utilizam dos cargos em benefício próprio, mas como o futuro não pode ser previsto, fica a cargo das instituições remediar esse grave problema, fazendo uso dos institutos da democracia como o impeachment e a cassação.

Mas aproveitando o presente momento quero me ater apenas a questão da cassação, pois temos dezoito em vista nos próximos dias, fazendo uma comparação com a legislação penal que vigora em nosso país.

Se um Fulano mata alguém como está previsto no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, ele será punido. Se, em um outro exemplo, Beltrano mata alguém, mesmo que ele delate os responsáveis por um holocausto, não deverá deixar de ser punido. Por último, se Sicrano mata alguém e não encara o seu julgamento, deverá ser procurado pela justiça para que esta diligencie todas as punições previstas.

No primeiro caso, Fulano é um deputado federal corrupto, logo deverá ser no mínimo cassado e ter seus direitos políticos suspensos pelo período determinado. No segundo, Beltrano é um deputado federal corrupto e delatou todo o esquema de corrupção do qual também se utilizou para locupletar-se, logo também deverá ser no mínimo cassado e ter seus direitos políticos suspensos pelo período determinado. E por último, Sicrano é um deputado federal e corrupto, porém essa última atribuição ainda não fora provada. Entretanto ele teve a oportunidade de “fugir”, ou seja, renunciar ao mandato. Nesse caso ele não poderá ser cassado e não entendo porque não pode ter seus direitos políticos suspensos, já que podemos presumir absolutamente a sua culpa.

Se você conseguir associar alguns nomes da política brasileira com essas três situações, não se espante, foi proposital. No primeiro caso, podemos lembrar do ex-Ministro da Casa Civil, José Dirceu. No segundo o autor de atos louváveis e dignos de respeito, Roberto Jefferson, mas que também deverá ser punido. Por último podemos citar dois nomes, até agora: Valdemar Costa Neto e Bispo Rodrigues.

A pior lista de todas, é a última. A lista dos covardes. Quem nessa lista entrar, não deveria sequer concorrer no próximo pleito. A primeira é a punição que deve ser imposta aos corruptos, mas a segunda, seria a melhor, onde todos os políticos que uma vez se corromperam acabariam prestando um último serviço ao país, ajudando a desvendar toda essa máquina de corrupção que está por trás do governo e do Partido dos Trabalhadores.

Aproveitando a leitura recente de um livro muito interessante sobre vinhos, gostaria de sugerir a todos que façamos uma avaliação dos políticos como é feita com os vinhos. Primeiro o exame visual, depois o olfativo e por último o gustativo. Mas não engula de primeira. Prove, analise e cuspa. Depois de aprovado, sim, engula por apenas quatro anos (no caso dos políticos, os vinhos tome até enjoar) e faça uma nova avaliação. Se necessário for, cuspa. Cuspir é elegante, os grandes mestres da enologia assim o fazem, portanto, se for o caso, cuspa e escarre todos os políticos corruptos da vida pública brasileira.

 

Tarcísio

13/09/2005

 

Gostaria apenas de pedir desculpas a todos pela publicação tardia, entretanto,  gostaria de declarar a minha felicidade pelo fato do Roberto Jefferson ter sido cassado e pelo aparecimento do cheque que vai fazer com que o presidente da Câmara, quase ex, vai ter que baixar a crista. Grande abraço.

 

 


Escrito por Tarcísio às 01h20
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06/09/2005

GOLAÇO DE LULA

Torcer para a seleção brasileira de futebol é muito complicado. Principalmente se o jogo acontece em Brasília. Capital do jogo político mais sujo da face da terra. Os dias vão passando e cada dia mais imundices vão sendo descobertas.

Se o Brasil ganha o jogo, pronto! A “Pátria das Chuteiras” fica em estado de graça e todos os cidadão se esquecem da crise pela qual o país vem passando, nos últimos meses.

Até antes do jogo entre Brasil e Chile, o assunto mais comentado era o julgamento da cassação de Roberto Jefferson, a não punição, pelo próprio partido, dos petistas envolvidos nos escândalos, a incompetência ou a má-fé de Lula.

Após o jogo, a grande discussão nas rodas de amigos, mesas de bares, no cafezinho do escritório é se o “quinteto mágico” (Ronaldo, Robinho, Ronaldinho, Adriano e Kaká) poderá jogar junto ou quais desses cinco espetaculares jogares deverão compor o “quarteto fantástico”.

Enquanto que o quarteto, quinteto, sexteto, ou seja, a quadrilha fantástica formada por políticos brasileiros faz coisas inimagináveis com o dinheiro brasileiro, desviando, fazendo caixa dois para pagar dívidas de campanha, pagando mensalão, mensalinho, etc. o povo brasileiro fica mais preocupado com a escalação da seleção brasileira. Simplesmente esquecemos as atrocidades políticas cometidas nos últimos dias. Isso pode ser provado pela falta de importância dada pelos meios de comunicação ao dinheiro que o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti recebia do restaurante daquela casa. Propina.

Com essa situação quem marcou o maior golaço de domingo foi o presidente, Lula, fazendo com que os brasileiros esquecessem um pouco o que ele e sua corja de bandidos vem fazendo deixando-os se entreter com o circo que é o futebol.  

Na verdade, o que venho propor a todos vocês não é que deixemos de torcer ou de se alegrar com o futebol maravilhoso dos jogadores brasileiros. Vamos nos divertir, confraternizar, brincar, beber, comer. Entretanto, não deixemos que a nossa alegria se sobreponha ao nosso sentimento de revolta e de repulsa ao que vem acontecendo no cenário político nacional. Vamos nos manter alerta e vigiar se nos próximos dias a Comissão de Ética do Congresso julgará os dezoito pedidos de cassação, em que lá se encontram, ou se mais uma vez eles tentaram nos ludibriar como o presidente da Câmara tentou fazer ao não colocar em pauta o pedido de cassação de José Dirceu.


Escrito por Tarcísio às 12h12
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30/08/2005

A Rainha Elizabeth Brasileira

O professor Paulo Bonavides em seu livro Ciência Política afirma que “o presidencialismo teve origem nos Estados Unidos sendo fruto do trabalho político e da elaboração jurídica dos constituintes da Filadélfia”. Entretanto, o presidencialismo enegrecido* pelo sol dos trópicos se mostra diferente das suas origens.

Segundo o mesmo autor, os encargos presidenciais são sumariamente:

a)                 A chefia da administração, através de ministérios e serviços públicos federais, entregues a pessoas da confiança do Presidente, responsáveis perante este, que livremente os escolhe e demite; o exercício do comando supremo das forças armadas.

b)                 A direção e orientação da política exterior com atribuições de celebrar tratados e convenções, declarar guerra e fazer a paz, debaixo das ressalvas do controle exercido pelo poder legislativo, nos termos estatuídos pela Constituição.

Com essas palavras é possível conceituar o presidencialismo a partir de sua característica principal que é a concentração das funções de chefe de governo e chefe de estado, acima caracterizados respectivamente, em uma só pessoa.

O que acontece no Brasil, de fato, está longe disso.

Quanto à administração pública, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, não está apenas se auxiliando de seus ministros, mas o que fica cada dia mais claro é que ele entregou a máquina estatal nas mãos de algumas pessoas competentes, mas também nas mãos de pessoas corruptas, incompetentes (é bom ficar só nesses dois senão o nível abaixa), como José Dirceu, Luiz Gushinken entre tantos outros. Percebemos inclusive em seus discursos que ele sequer conhecia (pelo menos é o que ele afirma) os atos ilegais e irregulares cometidos por seus “assistentes”.

Por outro lado, o presidente Luís Inácio Lula da Silva encontra-se sempre em viagens, tentando fazer acordos com países também em desenvolvimento e ainda negociando uma cadeira definitiva no Conselho de Segurança da ONU. Por esse mesmo lado, podemos observar que ele vem exercendo, mesmo que de forma inepta, a sua função de chefe de estado.

Contudo, esse quadro nos lembra o parlamentarismo, sistema de governo em que a figura do chefe de governo e a figura do chefe de estado encontram-se em pessoas diferentes. Parlamentarismo que tem como expoente a monarquia parlamentarista da Inglaterra, levando-nos a uma comparação com o quadro político atual em que o Brasil se encontra.

A partir disso afirmamos que Lula não passa de um Príncipe Charles à brasileira, ou melhor, pela figura meramente decorativa que ele representa, ousamo-nos a afirmar que o nosso presidente é a Rainha Elizabeth Brasileira.

 

 

 * Enegrecido foi um vocábulo utilizado não por qualquer preconceito racial, mas para indicar o estado de putrefação e obscuridade em que se encontram algumas instituições da democracia brasileira.


Escrito por Tarcísio às 00h19
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28/08/2005

Esse texto de hoje não é meu, recebi por e-mail do meu grande amigo, Américo Jardim. Como ele tem um conteúdo que muito me interessa e que reflete a situação que muitos de nós passamos ao tentar nos divertir nos eventos da empresa Marafolia, estamos aqui publicando este texto. Um grande abraço!!! Espero que apreciem, pois em breve publicarei novos textos de minha autoria.

 

Carta de um vendedor de blocos e ingressos do Marafolia:
 

Há muito tempo sou vendedor de abadás dos blocos oficiais do Marafolia. Presenciei, até, aquele acidente em que uma compradora quase teve uma das pernas decepada, no Monumental Shopping. Quero inicialmente dizer que a culpa de tudo isso não é exclusiva dos organizadores, uma vez que estes têm colocado seus produtos normalmente à venda, visando lucro, claro. O que tenho visto durante a venda de ingressos e abadas para os shows são cenas de selvageria, de pessoas que, na minha opinião, despem-se de seus papéis de seres humanos e se comportam como bestas-feras, animais irracionais diante dos ingressos, camisas e abadás, lembrando muito as matilhas de hienas africanas sobre uma carcaça de animal morto. Parece-me que essas pessoas esqueceram o seu poder como consumidoras. Esqueceram que sem o dinheiro proveniente de seu bolso o Marafolia “morre de fome". Essas pessoas têm se submetido às maiores humilhações perante esta empresa por conta da aquisição de uma forma de entrada nos shows e eventos, como se as entradas fossem dadas gratuitamente. Olha, sinceramente, nunca vi tamanha humilhação! Nem nas antigas filas dos projetos de distribuição de leite aos famintos, nem nas imensas filas nas portas dos hospitais do SUS, muito menos nas filas para o recebimento de bolsa escola, bolsa alimentação, ‘bolsa isso’, ‘bolsa aquilo’... Acho que é hora de alguém acordar e descobrir que estas pessoas estão passando por humilhações piores que aquelas por que passam os mendigos, famintos por um prato de comida, mas com uma enorme diferença: elas estão pagando caríssimo pra sofrer estas humilhações; estão pagando pelos abadas, pelos ingressos, e pagando caro. E até quando esta empresa gargalhará dos imbecis que estão consumindo seus produtos de entretenimento sem questionar preço, nem conforto, nem filas, nem humilhação, nem segurança; enfim, nada. Eu respondo: se depender dos seus organizadores, o Marafolia continuará ganhando fortunas e mais fortunas, pois para eles é isso o que importa. Não quero dizer que os eventos realizados pelo Marafolia não sejam bons. Quero, sim, dizer que eles chegaram a um tal ponto de aceitação inerte e imbecil de seus consumidores, que nada mais os amedronta. Estipulam os preços que querem e todos pagam; inventam os mais longínquos locais para a realização dos eventos e todos vão; inventam separação de lotes puramente para especular sobre os preços de acordo com as vendas e todos aceitam; fazem as vendas da maneira que bem querem e todos compram. Acho, com toda a experiência de vários anos como vendedor dos produtos do Marafolia, que já é hora da população de São Luís impor um ‘basta’, um ‘chega’ a tudo isso. Empenho aqui a minha palavra, correndo o risco de sofrer duras penalidades por ela, uma vez que tenho dinheiro a receber desta empresa, para pedir aos que receberem esta comunicação que se imponham enquanto consumidores e exijam o respeito que lhes é devido.

Obs: Por favor, repassem esta mensagem aos seus amigos, parentes ou mesmo conhecidos que pretendem comprar "desesperadamente" os ingressos dos eventos do Marafolia. Não tomem esta mensagem como uma corrente inescrupulosa, mas, sim, como um grito pela consciência de todos que deve ser despertada de um estado de retardo, letargia, ou de catalepsia, ou sei lá como se possa chamar o fato da aceitação de tanta humilhação. Uma verdadeira prostituição de nossa dignidade, orgulho e civilidade.

Repassem para todos pra ver se damos um basta nisso!!

só pra lembrar... um paradoxo torna-se fato! o maranhao é o estado com a menor renda do pais e mesmo assim é impressionante como o povo nao se importa com os preços dos ingressos dos shows.. e mais impressionante ainda  a quantidade de pessoas que vao..

é incrivel como a midia consegue manipular a cabeça de algumas pessoas sem noção das coisas.. timbalada por exemplo! o grupo faz 4 (QUATRO) shows por ano na ilha e neguinho da 50 reais num ingresso?? e vai pro show como se timbalada NUNCA  viesse na ilha... fica doido!! e lembrando que quem nao for pros shows é mané!

acorda cambada!!! vamo boicotar essa parada!!!

 

PS: Queridos leitores, não tenho certeza se essa foi realmente uma carta de um vendedor do Marafolia. Na verdade, acredito que não. Penso que colocaram um vendedor para tentar dar credibilidade e sensibilizar mais o público. Mas o importante é o seu conteúdo e a tentativa de abrir os nossos olhos. Saudações a todos novamente.


Escrito por Tarcísio às 21h44
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22/08/2005

ÉTICA A LULA

“(...) O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política.”

Não podia deixar de transcrever esse pequeno trecho do discurso vazio e enganador do atual presidente Luís Inácio Lula da Silva, proferido no dia 19 de agosto de 2005, para tentar mostrar a todos como ele e muitos dos membros do Partido dos Trabalhadores se julgavam paladinos da ética.

Ao ler esse trecho lembrei do livro Ética a Nicômaco, escrito pelo filósofo grego, Aristóteles e lido por mim no primeiro período do curso de Direito. Esse livro foi uma tentativa do autor ensinar ao seu filho, Nicômaco, o que seria ética. Indaguei-me, na mesma hora, se o presidente sabe o que é ética. Respondi que sim, pois ele é o Presidente. Indaguei-me se eu sabia o que era ética. Respondi que não. Precisava saber, então, o que seria essa tal de ética, que eu, definitivamente, desconhecia.

Li novamente algumas partes do livro de Aristóteles, mas não precisei ir muito longe, pois logo na introdução, retirada da Nova Enciclopédia Barsa, vol. 2, p. 28-30, 1997, encontrei o conceito bem explícito. Dizia que Aristóteles foi o primeiro filósofo a distinguir a ética da política, centrada a primeira na ação voluntária e moral do indivíduo enquanto tal, e a segunda, nas vinculações deste com a comunidade.

Refleti um pouco sobre essa afirmação e cheguei à conclusão de que se pode fazer uma distinção meramente conceitual entre ética e política, mas que não se pode separá-las de tal forma que a ética não esteja inerente em todos os atos cometidos no exercício da política. Para concluir isso, lembrei que nas vinculações do indivíduo com a comunidade, ou seja, em um contexto atual, o político e o povo que ele representa, não pode haver atitudes contra sua vontade, isto é, ideologia e muito menos contra a moral.

Ainda não satisfeito, procurei o conceito de ética no dicionário de minha irmã. Ética: Ciência da moral ou dos bons costumes; Princípio de conduta moral de pessoa, grupo, religião, etc.

Nesse momento, o aparecimento repetidas vezes da palavra moral me chamou a atenção, o que me fez procurar, também, o seu conceito. Moral: Relativo aos bons costumes, à moralidade, à honestidade.

Após todos esses conceitos e de algumas lembranças, indaguei-me novamente se o Presidente sabe o que é ética. Mas junto dessa indagação, outras vieram a minha cabeça. Perguntei-me se utilizar dinheiro, oriundo de estatais, para comprar votos de parlamentares é ético. Questionei-me se é ético fazer com que o Supremo Tribunal Federal, sabe-se lá por quais meios, declare a constitucionalidade de Medidas Provisórias que visam ao aumento dos tributos, para aumentar os recursos do Estado. Intriguei-me com a falta de ética do nosso supremo representante ao confundir a esfera pública (Estado Brasileiro) com a esfera privada (Partido dos Trabalhadores - PT) e finalmente cheguei a conclusão de que o mais acertado é esperar que alguém escreva um livro para o nosso ilustríssimo presidente ensinando-o como ser ético, assim como fez Aristóteles ensinando ao seu filho. Nesse caso, fica aqui uma sugestão para o nome do livro: Ética a Lula.


Escrito por Tarcísio às 23h31
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14/08/2005

Esclarecimento

Na verdade o texto abaixo foi redigido na quarta-feira, dia 10/08/2005, entretanto só agora terminei de ajeitar, por isso fiz a publicação apenas na data de hoje.

Gostaria de esclarecer também que essas cores estão mal colocadas porque ainda não sei mudar e alterar as configurações da maneira que eu acho bonito.

Um grande abraço e feliz dia dos Pais a todos os pais do mundo porque são todos os melhores.


Escrito por Tarcísio às 12h27
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E VIVA A CPI

 

Estou com sono. Não há como dormir. Tenho que assistir ao Programa do Jô. Às quartas-feiras todos deveriam ser obrigados a assistir ao Programa do Jô.

Dia de quarta-feira é diferente. É feito uma mesa de discussões com a presença de quatro mulheres inteligentíssimas (Cristiana Lobo, Lillian White Fibe, Lúcia Hippólito e Ana Maria Tahan).

Política é o tema. O caos do cenário político atual é discutido todo o tempo. Eles fazem esclarecimentos de termos como “Questão de Ordem e Pela Ordem”, mostram alguns trechos importantes e também engraçados dos últimos acontecimentos e ainda tem a participação do Quinteto tocando e cantando o Hino da CPI.

Muitos fatos são discutidos. Alguns merecem destaques e serão ressaltados aqui. Primeiramente a questão do “Mensalinho”, ou seja, o dinheiro que o “Príncipe da Corrupção” como fora batizado Marcos Valério pela imprensa nacional, distribuiu aos candidatos do PSDB no ano de 1998, principalmente no estado de Minas Gerais. Por esse fato percebe-se claramente a intenção petista de defender-se atacando o seu principal opositor.

Apesar de concordar com a investigação de todos os fatos, importante se faz diferenciar a existência do Caixa 2 para financiar campanha eleitoral, do dinheiro não contabilizado, como afirmara o próprio Delúbio Soares, para financiar deputados a fim de que eles votassem de acordo com as propostas do governo. Essa prática fere um dos principais princípios do Estado Democrático de Direito, o princípio da Separação dos Poderes. Estado este que foi ferido gravemente pelo Ex – Ministro, José Dirceu, ao fazer uso da corrupção, traficar influência e desviar dinheiro público e que agora está com sua cabeça a prêmio, pois não só povo quer ver seu mandato cassado, mas principalmente os próprios parlamentares devido a sua arrogância e prepotência.

Outro assunto discutido foi a visita do ainda deputado Roberto Jéferson a Universidade de São Paulo (USP), quando os alunos do curso de Direito fizeram uma manifestação entoando em coro e em uma só voz gritos de “Fora Lula”. O que chamou a atenção das pessoas e acabou sendo salientado pelo Jô, foi o fato de que a USP era praticamente um curral eleitoral do PT e agora estão se voltando até contra o próprio Presidente.

Após tudo isso houve um momento de descontração, mas também de conscientização quando foi mostrada uma entrevista com o Presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, em que foi perguntado sobre as propostas mais importantes que serão votadas nos próximos dias e ele não conseguiu sequer enumerar três delas. Esse fato nos mostra como os próprios responsáveis não se preocupam com o bom andamento das instituições da Democracia brasileira.

O ultimo assunto que eu vi ser levantado foi o do fabuloso colunista da revista Veja, Diogo Mainardi. Em sua coluna semanal, Mainardi relatou uma conversa com o deputado José Janene em que este afirma e confirma a ciência e até mesmo a participação de José Dirceu no Valerioduto.

Após todo esse mundo de imundices vou dormir. Descansarei por essa noite, mas quando acordar continuarei fazendo o meu papel de povo, acompanhando e fiscalizando os políticos para saber em quem, no próximo pleito, não votarei.

 

 

Tarcísio

10/08/2005


Escrito por Tarcísio às 12h23
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